Como acho o assunto de importância capital, contarei aqui a minha experiência.
Há 25 anos, quando passava as férias de verão numa cidade a cerca de 150 quilômetros de Nova York, onde clinicava na época, fiquei muito interessado em um trabalho que li sobre sugestão à distância, e resolvi tentar a experiência.
Escolhi um de meus pacientes que tratava por meio da hipnose, um motorista de caminhão chamado Harry, que julguei estar em Nova York na ocasião. Concentrei-me por alguns minutos, sugerindo-lhe que me desse um telefonema interurbano coisa que seria bastante extraordinária, se acontecesse.
Depois de fazer minha oração, pois foi isso que fiz ocorreu me que o eventual telefonema de Harry não só seria extraordinário, como também impossível, uma vez que a casa onde me encontrava não tinha telefone.
Uma semana depois, de volta à cidade, durante uma sessão de terapia com Harry, coloquei o em estado de transe a lhe dei "mentalmente" uma ordem para ser realizada depois da hipnose. Por alguns minutos concentrei me na idéia de que ele me telefonasse às 5 horas da tarde. A hora chegou a ele não me telefonou, e como não aconteceu nada no dia seguinte, conclui que o resultado da experiência fora negativo. Alguns dias depois, Harry me telefonou para dizer que ia sair de férias em agosto. Não considerei isso um "resultado".
Entre os dias 18 a 25 recebi três cartões de Harry, enviados de onde ele estava, a 100 quilômetros de Nova York. Como, durante os dez anos em que o conheci, ele me enviara apenas uma carta descrevendo um sonho, a pedido meu, essa nova necessidade de se comunicar comigo parecia ser motivada por algum impulso fora do comum.
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