No dia seguinte, resolvi fazer mais um teste. Concentrei me alguns minutos para "chamar" uma senhora que morava em Connecticut e que eu não via há quinze meses. Dentro de uma hora ela respondeu ao meu chamado, dizendo que tinha sentido a compulsão de se comunicar comigo.
A coisa estava ficando ridícula. Eu ainda não estava preparado para acreditar apesar de tudo o que tinha lido que bastava "pensar" para forçar as pessoas a fazerem coisas que de outra maneira não lhes teriam passado pela cabeça.
Ocorreu me uma alternativa: que os três, Harry, o paciente de Nova Jersey e a amiga de Connecticut, iam me telefonar por qualquer razão a eu, telepaticamente, tomei conhecimento de suas intenções. Assim, eu estaria apenas imaginando que aqueles telefonemas casuais foram provocados por mim. Sem analisar melhor essa explicação, fiquei satisfeito por me sentir ainda entre os mortais comuns. De novo deixei de pensar no caso. E isso por várias semanas, numa espécie de amnésia confortável.
Então, no começo de abril, fiz uma reconsideração. Estava examinando meus arquivos dos últimos meses, a encontrei notas incompletas sobre essas experiências. Isso em si era significativo. Afinal, por que eu não tinha feito minhas habituais notas detalhadas sobre o que aconteceu? Por que estava tratando tudo com tanta displicência? Compreendi afinal que estava obviamente fugindo de uma coisa que me causava grande ansiedade.
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